• Francine Leal Franco

O silencioso dom de fazer a diferença


Pessoalmente, com motivos para acreditar que não era possível, elementos para me colocar entre os insignificantes e muitas vezes incomodada com a inércia e comodismo de situações comuns, simplesmente optei por me agarrar no mundo daqueles que fogem da materialidade das coisas e dos fatos.


Dois movimentos marcaram minha vida para a formação da pessoa que sou: o escotismo e o xamanismo. E o que eles tem a ver com a minha trajetória profissional? Tudo!


O primeiro, dos 7 aos 17 anos, me ensinou a amar a natureza, construir laços, a desafiar o improvável, a conhecer e respeitar regra, a fazer o melhor possível e a estar sempre alerta. Uma vez escoteiro, sempre escoteiro! O segundo, dos 16 aos 26 anos, um encontro do que o escotismo me ensinou com o que o meu eu interior tinha para ensinar. A minha espiritualidade, a força do feminino, o misticismo e toda energia e poder dos nossos antepassados e dos nossos guardiões. A cura pela natureza.


Nesses anos de formação pessoal, a formação profissional era necessária. O Direito veio por uma razão simples: até hoje não sei a tabuada do 7 e não consigo entender a tabela periódica - isso sem mencionar meu senso de justiça fora do comum.


Já no primeiro semestre a vontade de desistir. “Jamais serei uma boa advogada”, pensei. Não vim para brigar e a advocacia pressupõe sempre dois lados muito opostos. Mas estagiando desde o primeiro mês de faculdade como uma boa “office boy” do Direito, fui entregar um documento em um lugar que fez meu coração pensar diferente.


Era a Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba, escondida entre árvores e riachos do Parque Barigui. Neste momento, veio a pergunta: o que preciso fazer para trabalhar aqui? A resposta veio na hora: Direito Ambiental!


Segui os 5 anos de faculdade, colando nas provas de tributário e penal, mas com um objetivo certo: trabalhar pelo meio ambiente. No momento de definir meu tema de monografia, queria qualquer coisa, menos o comum. Em 2000, essa matéria resumia-se a licenciamento ambiental e olhe lá!


Mas minha vivência xamânica e meu encanto pela cultura indígena (somado ao meu estágio em uma empresa cosmética) me fez conhecer algo pouco falado na época: a biopirataria. Neste momento eu simplesmente defini minha área de atuação, mesmo que eu demorasse 5 anos para conseguir atuar efetivamente na área que escolhi.


Uma letra de música tornou-se meu lema, e dela segui acreditando e realizando:


Às vezes parecia que, de tanto acreditar

Em tudo que achávamos tão certo

Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais

Faríamos floresta do deserto

E diamantes de pedaços de vidro.” (Renato Russo)


Formada, com 23 anos, no mês seguinte consegui uma entrevista em São Paulo para trabalhar com crédito de carbono. Tema da moda! Mesmo ouvindo do meu pai que “passarinho não paga e árvore não dá dinheiro”, assumi que eu tinha que seguir meus sonhos.


E foi assim, sem apoio financeiro e moral, que eu me mudei para a cidade da selva de pedra, para morar em um quartinho de empregada, sem janela, onde só cabia uma mini cama que eu dividia com as poucas peças de roupa que podia levar.


Mas com grandes amigos para compartilhar dessa alegria e do meu grande desafio, Paulo Zanardi, amigo de infância, foi na minha despedida e disse: “quando abrir uma vaga de engenheiro, me chama que eu vou”. E ele foi no ano seguinte!


Logo no primeiro dia, decidimos: teremos a nossa empresa.


Do quartinho de empregada, evoluí para o quarto da frente. De São Paulo fui para Brasília, e depois Portugal. Até que enfim chegou o momento de retornar às origens e abrir a nossa empresa em Curitiba. Assim nasceu a GSS e junto a minha família.


Com o Paulo, tive meu primeiro almoço com o Kim em São Paulo. Entrei muda e saí calada. Anos depois soube que isso o intrigou muito. Mas quem não sabe a tabuada do 7 vai falar o que para “o cara” do mercado financeiro?


Da paixão pela biodiversidade e da experiência em caminhar bem por todos os mundos, fortalecida pelo desejo de transformar vidas e fazer o que ninguém faz, nasceu a VBIO. Uma empresa de impacto, de propósito, construída para permitir o encontro de dois mundos distantes e fazer o improvável acontecer.

Aliado a isso, meu jeito de ser observadora, e como bem aprendi no xamanismo e no escotismo, um bom líder escuta, não fala, apenas faz. Os demais seguem. Um bom ancião não fala, observa e posiciona-se apenas quando necessário. Assim ele decide.


Com esses ensinamentos sigo minha carreira tornando a GSS a maior e melhor empresa de consultoria na área de Biodiversidade, respeitada em todos os meios em que atuamos justamente por trazer esses valores.

Da paixão pela biodiversidade e da experiência em caminhar bem por todos os mundos, fortalecida pelo desejo de transformar vidas e fazer o que ninguém faz, nasceu a VBIO. Uma empresa de impacto, de propósito, construída para permitir o encontro de dois mundos distantes e fazer o improvável acontecer.

Aqui se dá a minha entrada no Baltoro Group. Mesmo que por vezes eu me pergunte qual o meu papel prático, sigo movida pela certeza de que tenho o dom de fazer a diferença.

E se me perguntarem “porquê?”, a resposta é simples: juntos somos capazes de transformar desertos em florestas e diamantes de pedaços de vidro.

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