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O que é e como funciona a tecnologia blockchain

Sistema descentralizado e uso de códigos criptografados garantem a segurança como principal vantagem da tecnologia blockchain.


Blockchain nada mais é do que um banco de dados completamente virtual, público e descentralizado onde toda e qualquer transação feita fica registrada em um sistema de registro coletivo para sempre.

Prometendo maior agilidade e segurança contra fraudes em transações feitas via internet, a tecnologia blockchain foi introduzida com o surgimento do Bitcoin, criptomoeda cujas operações de compra e venda são realizadas por meio desse sistema.


Contudo, apesar de o Bitcoin ter sido o responsável por introduzi-la, ela pode ser utilizada de muitas outras formas. Bancos e grandes instituições, inclusive, já planejam incluí-la em seus sistemas de modo a proporcionar um ambiente digital mais seguro para seus clientes.


Mas antes de analisarmos as possíveis utilidades e vantagens da blockchain, é preciso esclarecer alguns pontos e conceitos para uma melhor compreensão do que é e como funciona essa tecnologia revolucionária.


Blockchain nada mais é do que um banco de dados completamente virtual, público e descentralizado onde toda e qualquer transação feita fica registrada em um sistema de registro coletivo para sempre. Isso permite que, por exemplo, você, aqui do Brasil, acesse esse banco de dados diretamente de seu computador e veja a ocorrência de uma transação entre um cidadão que mora em Moscou e outro que mora na Austrália.


Por ser formado por uma cadeia de blocos – daí o nome blockchain – de forma descentralizada, as informações a respeito das transações realizadas não ficam armazenadas somente em um único lugar.


Todos os dados e informações contidos na blockchain estão distribuídos entre vários outros computadores (ou mesmo smartphones) que estejam conectados a ela. Esses computadores são os responsáveis por fazer uma verdadeira auditoria das operações, o que garante uma rede muito mais segura para realizar a compra e venda de criptomoedas.


Assim, as transações feitas são sempre verificadas por meio de uma rede de computadores (chamada de rede peer-to-peer) devidamente habilitados a fazer cálculos matemáticos complicadíssimos que permitem que seja verificado se a operação não foi fraudada. Validada a transação, o bloco adquirirá seu próprio hash, que nada mais é do que a garantia criptográfica que assegura que os dados não foram adulterados ou violados.


Fazendo uma analogia, podemos dizer que o hash é a assinatura digital do bloco. Cada bloco contém um hash próprio (ou seja, sua própria assinatura digital), o que assegura que a transação atual e também as anteriores foram realizadas de forma não fraudulenta. Além do hash, o bloco também armazenará o histórico das transações financeiras, informando as partes envolvidas na transação e os valores envolvidos na operação.


Tanto a assinatura digital quanto as informações contidas em cada bloco ficam armazenadas no ledger, que nada mais é do que o “livro razão” do Bitcoin. É ali onde constarão os registros de operações realizadas, os quais ficam gravados para sempre no sistema.


Isso significa que, caso você se arrependa de ter vendido ou comprado Bitcoins (ou qualquer outra criptomoeda), a transação não poderá ser desfeita e seu histórico ficará registrado permanentemente no sistema, acessível a todos que desejem verificar a existência da transação.


Para que um novo bloco seja incluído na cadeia, é preciso que a validade do hash seja devidamente verificada pelos demais usuários da rede por meio de seus próprios computadores. Somente após a verificação é que o bloco é efetivamente criado e introduzido à rede blockchain.


O processo de validação para o ingresso de um novo bloco na cadeia é chamado de mineração. Por esse motivo, aqueles que se dedicam a realizar essa atividade são chamados de mineradores.


Ao entrar na cadeia, cada bloco novo, além de confirmar e autenticar as informações e assinatura digital contidas nele mesmo, também valida os blocos anteriores que integram a corrente (ou seja, valida a autenticidade de todas as transações feitas e assinaturas digitais adquiridas anteriormente à nova operação e criação do novo bloco).


Esse mecanismo faz com que seja praticamente impossível fraudar o sistema, visto que, para que isso seja mesmo possível, um hacker precisaria não apenas invadir um único computador, mas todos os computadores interligados à rede blockchain.


Além disso, o invasor teria de solucionar todos os problemas matemáticos envolvidos na criação e validação de um novo bloco e seu respectivo hash, decodificando os códigos criptografados não somente desse novo bloco, como também dos anteriores.


Sendo assim, a segurança se traduz na principal vantagem da tecnologia blockchain. O uso de códigos criptografados blinda usuários e suas carteiras de criptomoedas de possíveis ataques hackers, ao passo que garante total transparência nas operações, que ficam registradas para sempre no sistema e podem ser conferidas por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta.

Estamos falando de uma missão que, para ser cumprida, simplesmente exigiria o uso de um supercomputador e muito, mas muito tempo disponível para burlar os códigos criptografados de todos os blocos envolvidos na cadeia.


O fato de o sistema funcionar por meio de informações criptografadas também é mais uma garantia de segurança aos usuários, pois impede que terceiros tenham acesso a dados pessoais dos indivíduos.


Assim, em que pese você possa ver que uma transação foi realizada entre duas pessoas de qualquer lugar do mundo, você não tem como saber o verdadeiro nome delas e os reais detalhes da transação, visto que essas informações são todas criptografadas. Você apenas poderá ver que uma transação aconteceu e ficou gravada no sistema.


Sendo assim, a segurança se traduz na principal vantagem da tecnologia blockchain. O uso de códigos criptografados blinda usuários e suas carteiras de criptomoedas de possíveis ataques hackers, ao passo que garante total transparência nas operações, que ficam registradas para sempre no sistema e podem ser conferidas por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta.


De igual modo, as camadas verificação por meio do hash e da criação de novos blocos, que precisam ser autenticados pelos demais usuários da rede, confere maior proteção às operações, tornando quase impossível a ocorrência de fraudes.



Mas há ainda outro fator que torna a tecnologia blockchain ainda mais vantajosa. Por se tratar de um sistema descentralizado, não há necessidade de envolvimento de uma terceira parte para realizar uma transação.


Dessa forma, você pode vender e comprar criptomoedas diretamente de outro usuário da rede, sem qualquer necessidade de intervenção de uma instituição intermediadora – como aconteceria no caso de uma transferência bancária, por exemplo – na operação.


Como não há um ponto central responsável por intermediar, registrar e garantir a autenticidade das operações, todo o processo de compra e venda de moedas digitais se torna muito mais fácil, rápido e prático.


Neste novo sistema distribuído, a autenticidade das transações é garantida por meio da verificação feita pelos demais usuários, que autorizam a criação de novos blocos após a solução de complicados problemas matemáticos e, só então, aceitam sua inclusão na cadeia contendo o respectivo hash e demais informações acerca da transação disponíveis apenas em códigos criptografados.


Como destacado logo no início do texto, a tecnologia blockchain não se resume à compra e venda de Bitcoins ou de outras criptomoedas em geral, podendo ser utilizada de muitas outras formas.


A blockchain pode auxiliar tanto na validação de documentos (tais como contratos, diplomas e prontuários médicos, por exemplo), como pode fornecer maior segurança às operações bancárias.

O Peru, por exemplo, está aderindo à tecnologia para combater a corrupção. A ideia é implementá-la ao sistema de compras e contratos do país como forma de evitar fraudes e a ocorrência de atos de corrupção, já que a tecnologia possibilita o registro e rastreamento das operações realizadas, eliminando riscos de alterações e garantindo maior transparência durante processos de compra e venda por meio eletrônico.


De igual modo, a gigante PepsiCo também buscou fazer uso da tecnologia com o objetivo de aprimorar sua cadeia de fornecimento. E os resultados não poderiam estar sendo melhores: a empresa já conseguiu aumentar sua eficiência em 28% com o uso da blockchain. Mercedes Benz, Volkswagen e AirFrance também são outras empresas de destaque que estão adotando o uso dessa tecnologia para atingir o mesmo propósito.


O potencial de aplicação dessa nova tecnologia é realmente imenso, podendo ser implementada em diversos setores. A blockchain pode auxiliar tanto na validação de documentos (tais como contratos, diplomas e prontuários médicos, por exemplo), como pode fornecer maior segurança às operações bancárias. Por meio da tecnologia, é possível acrescentar mais camadas de segurança ao sistema dos bancos e praticamente dizimar a possibilidade de ocorrência de fraudes.


Além disso, já está sendo considerada a ideia de utilizar a blockchain para garantir maior lisura durante o processo eleitoral, nos casos onde os votos são computados de forma digital. A tecnologia poderia contribuir para assegurar maior segurança ao procedimento de validação e contagem de votos, evitando a incidência de fraudes de voto duplicado.


Há uma infinidade de possibilidades para o uso da tecnologia blockchain – muitas das quais, muito provavelmente, sequer tenhamos descoberto ainda. O fato é que estamos diante de um sistema inovador que vem chamando a atenção de diversos setores e se mostrando uma excelente alternativa aos sistemas digitais atuais, que muitas vezes são alvo de ciberataques e fraudes financeiras.


Se tanto grandes empresas quanto o próprio sistema financeiro e político já estão se rendendo à blockchain, parece ser seguro afirmar que essa nova e revolucionária tecnologia veio mesmo para ficar.

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