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A modernização do mercado do futebol

Updated: Aug 29, 2019

A incorporação de novas tecnologias está deixando de ser uma exceção e vem se tornando uma regra para todos os clubes que buscam melhorar sua gestão e atingir melhores resultados dentro e fora de campo.



Big Data. Algoritmos baseados em inteligência artificial. Realidade virtual. Visualizações em 3D.


O que antes era algo restrito a operações e atividades desempenhadas por empresas agora já faz parte do mundo do futebol.


Por ter se tornado um mercado bilionário, altamente lucrativo e alvo de investidores - apenas em 2017, o mercado do futebol bateu recordes e movimentou um total de 6,3 bilhões de dólares - o modelo de gestão tradicional precisou passar por algumas modernizações, de modo a mantê-lo competitivo e altamente rentável. E foi graças a essa necessidade de modernização que permitiu a entrada definitiva de inovações tecnológicas no esporte.


A incorporação de novas tecnologias, portanto, está deixando de ser uma exceção e vem se tornando uma regra para todos os clubes que buscam melhorar sua gestão e atingirem melhores resultados dentro e fora de campo.


Dentre as novas funcionalidades que vêm sendo implementadas, destacam-se aquelas que contribuem para uma melhor gestão administrativa e permitem análises precisas de performance, contribuindo para que os clubes mapeiem mais facilmente problemas táticos e de desempenho de jogadores.


A seleção alemã nos fornece um bom exemplo de uso de aparatos tecnológicos. Durante a Copa do Mundo sediada no Brasil, os alemães utilizaram uma tecnologia de análise de informações. A ferramenta foi usada durante os treinos da equipe para assimilar dados e informações a respeito do desempenho dos jogadores, auxiliando na tomada de decisão e escolhas por parte do treinador e integrantes da comissão técnica.


E tudo de forma instantânea: os dados e informações de performance podem ser disponibilizadas através de dispositivos móveis (tablets, smartphones, etc.), permitindo que técnicos possam avaliar o desempenho dos jogadores sob diferentes aspectos e em tempo real.


É possível analisar desde a velocidade empreendida pelos atletas durante os treinos, até sua capacidade e eficiência de drible, passes, assistências e chutes. Dessa forma, é muito mais fácil captar e consertar os erros da equipe, considerando que é possível ter acesso a essas informações já durante o treino e corrigir erros de posicionamento por parte dos jogadores e falhas em suas demais funções táticas no mesmo momento.


O Barcelona, por sua vez, criou seu Centro de Conhecimento e Inovação Desportiva, conhecido como Barça Innovation Hub. A ideia é desenvolver atividades diversas e expandir a marca do clube por meio de seu próprio laboratório desportivo, tornando o Barcelona muito mais do que um clube de futebol.


No local, o Barcelona já faz uso de algoritmos baseados em inteligência artificial para auxiliar no reconhecimento de padrões táticos, realidade virtual e aumentada para melhorar a contextualização de análises de vídeo, e até mesmo sistema de integração e correlação de dados de rendimento tático e pessoais dos atletas.


Já no TSG Hoffenheim, clube alemão que disputa a Bundesliga, a comissão técnica tem acesso a tecnologias que permitem analisar dados de desempenho dos atletas durante os treinos em tempo real.


Nesse sentido, a Alemanha talvez seja o país europeu que mais vem investindo em novas tecnologias, ferramentas e funcionalidades voltadas para o futebol.


Inclusive, no mês que marcou o início da Copa do Mundo de 2018, a Federação Alemã de Futebol (DFB, na sigla em alemão, ou Deutscher Fussball-Bund) anunciou seu projeto de construir um complexo tecnológico e esportivo.


Este novo conceito trazido pela Federação Alemã promete revolucionar o futebol de maneira bastante expressiva, tal como ocorreu na década de 50, quando seleções passaram a contratar preparadores físicos profissionais.

A Federação Alemã pretende criar uma nova sede e centro de estudos e treinamento na cidade de Frankfurt. Trata-se da Academia DFB, apelidada de “Vale do Silício” do futebol, que promete consolidar a Alemanha como a maior potência do futebol mundial. O complexo terá mais de 54 mil metros quadrados e terá campos de treino, academia, laboratórios e até mesmo salas de aula.


A Academia fará uso de softwares de Big Data, termo que se refere ao armazenamento e manipulação de grande volume de dados. O projeto também contará com a atuação de especialistas de diversas áreas, como medicina, psicologia, comunicação e esporte, que serão responsáveis pela elaboração de estratégias de otimização de desempenho.


Este novo conceito trazido pela Federação Alemã promete revolucionar o futebol de maneira bastante expressiva, tal como ocorreu na década de 50, quando seleções passaram a contratar preparadores físicos profissionais.


Além disso, há clubes que vem buscando melhorar seu relacionamento com a torcida e proporcionar uma melhor experiência aos fãs de futebol com o uso de aparatos tecnológicos. O Manchester United, por exemplo, se tornou o primeiro clube da Premier League a lançar um aplicativo chinês.


O aplicativo chinês do clube está disponível para dispositivos iOS e Android, e foi criado para atender a base de fãs chineses do Manchester United, que atualmente corresponde a mais de 100 milhões de torcedores. Na nova plataforma, os usuários terão acesso a notícias e vídeos exclusivos, fortalecendo a interação entre clube e torcida.


Mas além da incorporação de tecnologias, há outra mudança muito significativa que se tornou realidade no futebol: agora, os clubes também passaram a ser geridos como empresa. A implementação de políticas de contenção de gastos, governança corporativa e até mesmo compliance estão se tornando cada vez mais comuns, especialmente entre os grandes clubes da Europa.


Por conta disso, novas ideias para aumentar as receitas dos clubes começaram a ser debatidas e idealizadas na prática, o que culminou na substituição dos estádios tradicionais por modelos de arenas e complexos multiuso.


Arenas no modelo de espaço multiuso podem atrair muito mais torcedores para o estádio e, consequentemente, gerar mais receita para os clubes.

Algo que até pouco tempo atrás era uma realidade apenas no futebol europeu, agora já começa a ganhar espaço também no Brasil - algo impulsionado especialmente após a realização da edição da Copa do Mundo de 2014, na qual fomos o país sede.



Arenas no modelo de espaço multiuso podem atrair muito mais torcedores para o estádio e, consequentemente, gerar mais receita para os clubes. Para se ter ideia, na primeira rodada do Brasileirão 2015 as arenas foram responsáveis por 5 dos 6 maiores públicos do campeonato. Os estádios tradicionais, por sua vez, atraíram as piores médias de público durante o mesmo período.


Assim, o surgimento de arenas no futebol brasileiro tem se mostrado muito benéfico no que diz respeito à obtenção de maiores receitas. Além de oferecer uma melhor experiência aos torcedores, os clubes ainda conseguem aumentar suas próprias receitas, o que permite torná-los mais competitivos e implementar gestões mais eficientes com amplo apoio tecnológico.


Há ainda os clubes que buscam se inserir em outras modalidades esportivas como forma de diversificar suas receitas. O Barcelona, por exemplo, já possui times de basquete, handebol, futebol de salão e até mesmo hóquei.


Esta também é uma alternativa que, ao que tudo indica, pode acabar se tornando uma tendência no mercado do futebol, não só para atender a finalidade de diversificação de receitas, mas também para fortalecer as estratégias de marketing dos clubes e expandir seu conceito de marca ao redor do mundo.


Como se vê, o uso de novas tecnologias proporcionam melhorias em diversos aspectos e em praticamente todos os âmbitos e setores que envolvem a rotina dos clubes de futebol.


Além de ajudarem a melhorar a gestão administrativa dos clubes e de suas respectivas arenas, também proporcionam melhor relacionamento com a torcida e melhoram a experiência dos torcedores, facilitando o engajamento em ações promovidas e possibilitando interação dos fãs até mesmo no que se refere às decisões que devem ser tomadas pelo time.


De igual modo, tornam os clubes mais competitivos e eficientes. Afinal, a inovação tecnológica contribui expressivamente para que os clubes experimentam um aumento muito significativo em suas receitas, possibilitando novas contratações, investimento em melhorias nos centros de treinamento, aplicação de novos aparatos tecnológicos e promoção de ações interativas com a torcida.

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