• Roberto Minuzzi

A lógica da insanidade



"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."


Essa frase, de Friedrich Nietzsche, eu usei em 2015 quando arrisquei apresentar pelas primeiras vezes o nosso grupo. E não havia palavra melhor para definir nossas ideias do que “insanidade”.


Quando comentávamos que iríamos criar um clube de futebol, logo costumávamos escutar que éramos uns “loucos que não sabem nada de futebol”. Quando questionávamos algumas ineficiências do futebol, recebíamos como resposta um sonoro “futebol é assim mesmo, é loucura". Isso era praticamente o que mais ouvimos. E, realmente, hoje vemos que aqueles que nos diziam essas coisas estavam certos!


Em 2015, o futebol no Brasil completava 120 anos de existência. Em 2014, havíamos tomado o famoso 7x1 da Alemanha. Um pouco de pesquisa e paciência para conversar com jogadores, empresários, dirigentes, treinadores... e a conclusão foi que o pensamento era praticamente o mesmo - dentre eles, especialmente aquele sobre o mundo do futebol.


As divergências ocorriam somente no jogo futebol, em táticas e técnicas. Mas a maneira como se enxergava o futebol enquanto negócio era a mesma. Após o 7x1 da Alemanha todos falavam em mudanças. Mas mudanças no jogo, não no negócio. Eram 120 anos olhando somente para dentro do campo.


Enquanto Nietzsche validava a nossa insanidade, em "dançar uma música que eles não ouviam", Einstein validava a do futebol, dizendo que "insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes".


Gosto muito dessas definições. Elas estão diretamente ligadas à quebra de paradigmas. Elas estão completamente alinhadas ao comportamento do grupo. Elas explicam as ineficiências, assimetrias de informação e distorções de preços que atacamos. Fazer um tour pelos variados negócios que temos hoje é um bom exercício para vê-las em todos eles. Ao apresentar a ideia, éramos loucos… mas agora, com o sucesso dos negócios, somos inovadores.


Quando criança, lembro de ter feito um tratamento homeopático para o "medo do desconhecido". Creio que foi um sucesso, pois minha vida até agora foi construída com muita quebra de paradigmas.


Durante meus 17 anos como jogador de vôlei tive de superar muitas coisas. A deficiência técnica pelo início tardio e uma cirurgia cardíaca realizada quando eu tinha apenas 23 anos foram os momentos de maior aprendizado. Pelos padrões estabelecidos, não teria muita chance. Porém, a insanidade faz escutarmos músicas que ninguém escuta, não é?

Em 1998, me formava em processamento de dados em uma escola técnica de Caxias do Sul, minha cidade natal. Minha parte lógica fez com que eu me tornasse um dos destaques daquela turma. Já tinha estágio e uma empresa para me contratar com 17 anos. Porém, segui outro caminho e me mudei para Arapongas, no Paraná, ao receber um convite para jogar vôlei.


Começar a jogar vôlei aos 17 anos era um desafio. Mas os resultados foram rápidos. Um ano depois, eu já estava atuando em uma equipe profissional jogando a Superliga de Vôlei e representando a Seleção Brasileira na categoria Sub-18.


Durante meus 17 anos como jogador de vôlei tive de superar muitas coisas. A deficiência técnica pelo início tardio e uma cirurgia cardíaca realizada quando eu tinha apenas 23 anos foram os momentos de maior aprendizado. Pelos padrões estabelecidos, não teria muita chance. Porém, a insanidade faz escutarmos músicas que ninguém escuta, não é?


Achei minha maneira de jogar e acabei me tornando o melhor atacante da Superliga Brasileira por 3 vezes consecutivas, conquistando vários títulos e defendendo a Seleção Brasileira por 8 anos.


Nos últimos anos de vôlei, conheci o Kim. Nossos filhos eram colegas no Jardim A do Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Eu procurava me desenvolver para fazer algo diferente após minha trajetória no vôlei. Já ele estava começando a investir no mercado do futebol com a ideia de iniciar o projeto de um clube.


As conversas de amigos se tornaram projetos e logo depois a primeira empresa: a Soccer House, onde eu faria mentoria esportiva para os meninos do Clube Atlético Tubarão, de Santa Catarina. O clube então nasceu e meu trabalho já dava resultados.


O crescimento do grupo nos últimos 4 anos é resultado de um perfeito alinhamento de interesses e de satisfação entre todos envolvidos no processo.

Porém, ao participar de um grupo de investimentos, e não de um clube esportivo, tive a oportunidade de aprender coisas novas e me encantei com as possibilidades que teríamos pela frente! Resgatar a lógica do programador e associar a experiência no esporte me fazia ter leituras e projeções espetaculares de nossas ações. E, em menos de 1 ano, recebi do Kim a missão de criar uma área comercial e ser responsável pela comunicação com nossos investidores.


Como Diretor Comercial, preferi me dedicar mais a entender as pessoas do que as teses de investimento já existentes. Entendia que conhecendo a fundo as pessoas e suas individualidades poderíamos criar as nossas próprias teses e, assim, entregarmos soluções em vez de vender produtos. Pura insanidade!


E assim foi. O crescimento do grupo nos últimos 4 anos é resultado de um perfeito alinhamento de interesses e de satisfação entre todos envolvidos no processo.


Hoje como vice-presidente do grupo, posso falar com propriedade de quem vive dia a dia todas as pontas do processo. Vejo a motivação e realização dos responsáveis por cada empresa pelo crescimento e resultados. Nas reuniões de conselho, percebo a vibração dos sócios pelo sucesso dos negócios, e nas conversas com os investidores a satisfação das famílias em colher os resultados da parceria.


E é dessa forma que seguimos a cada dia! Crescimento é uma palavra que representa bem o ciclo de quem participa de nossos negócios: empresas crescendo, grupo crescendo, investidores crescendo… e assim será!


Seria tudo isso mais um ato de insanidade? Bem, o que sei é que já estamos dançando...

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